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 Criei e acompanhei a produção de uns 150 comerciais de TV. Nas reuniões de pré-produção desses filmes, eu sempre participei também na escolha dos atores. Vi milhares de fotos e dezenas de tapes de candidatos. É um trabalho que depende muito da análise das personalidades que os atores poderiam representar e que os roteiros exigiam. Papéis de bonzinhos como ingênuos, intelectuais, sonhadores, esportistas, executivos, desligados, divertidos etc., como também de papéis de bandidos como os sem caráter, espertos, egoístas, mal encarados de um modo geral. Isso me deu uma certa facilidade de perceber a personalidade das pessoas. Em filmes americanos nota-se bem esse cuidado. Mocinhos são bonitos e têm caras de bonzinhos e os bandidos têm cara de maus e são feios. Na próxima vez que você ver na TV deputados federais ou estaduais, como vi dias atrás os do Rio de Janeiro libertando um parceiro. É fácil ver de que lado eles estão. |
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O risco Brasil diminuiu... novos poços de petróleo... A dívida com o FMI... A Bolsa bateu novo recorde... As exportações... A produção... Está tudo bem, MAS ... A CPI... O dossiê... A madrasta... A crise... O apagão... É assim que a mídia trabalha para evitar o entusiasmo do brasileiro pelo Brasil. Basta assistir o Bom dia Brasil, Jornal do Almoço, Jornal Nacional e Jornal da Globo. 4 banhos diários de água gelada no ânimo nacional. “Fomos sempre governados por homens letrados, muitos deles intelectuais de nome, que conseguiram construir o país mais desigual e injusto do mundo sem cometer um erro de concordância.” (Luís Fernando Veríssimo).  Pelo que as grandes empresas de mídia nos fazem pensar, o Brasil não pode dar certo com esse atual governo. Será um grande atestado de incompetência democraticamente passado. O que isso tem a ver com um site sobre Marketing e Comunicação? Para os profissionais do ramo e empresários que não se deixaram domesticar, tudo. Os malefícios dessa mídia contaminam o tabuleiro do jogo mercadológico. Um Brasil com mais auto-estima chegaria mais rápido naquele país do futuro, prometido desde a proclamação da república. E esse assunto também é importante para os profissionais de agência que definem os programas que deverão ser inseridos os comerciais dos seus clientes. O estado de pânico que os chupacabras são apresentados, não é um bom lugar para se anunciar.
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 “A imprensa livre sempre dependeu da cidadania para se legitimar diante dos governos, mas, com a globalização, sai de cena o papel do Estado e ganham espaço os grandes grupos econômicos. Os conglomerados de mídia, por sua vez, não dependem mais da opinião pública para sobreviver e passaram a atuar como porta-vozes desses mesmos grupos aos quais pertencem. De aliada, a mídia se tornou a nossa pior adversária”. Ramonet Lembra-se do que Bush e a mídia diziam sobre o Iraque? Cada guerra é precedida por uma mentira dos meios de comunicação de massa. Hoje Bush ameaça a Venezuela e o Equador. Amanhã será o Irã? E depois, quem mais? Michel Collon Esses são alguns pensamentos que não devem passar sem um profundo repensar individual sobre o verdadeiro papel da mídia sobre cada um de nós. Chegou-se a um ponto onde os velhos reclames, cujas promessas eram chamadas de “conversa de propaganda”, são mais confiáveis hoje do que as matérias jornalísticas. Note que todos os veículos tentam fingir imparcialidade, mas basta ler algumas linhas, ou ouvir algumas frases, e já se percebe o lado que estão. Usam alguns adjetivos tipo “populista”, por exemplo, para identificar o lado adversário (ou inimigo?). Mas não nunca se posicionam como “elitistas”, por exemplo. Exigem muito respeito pela liberdade de imprensa, mas não falam nos direitos dos seus consumidores (leitores, ouvintes e telespectadores). Exigem o direito de mentir, omitir e deformar informações. Não passam de porta vozes de interesses que não são os da grande maioria, só isso. E esse respeito que eles têm por nós, é o respeito que devemos ter por eles: nenhum. |
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 A tiragem da Veja está em torno de um milhão de exemplares. Se considerarmos que três pessoas leiam semanalmente cada exemplar, ela atinge um total de aproximadamente 3 milhões de pessoas. Isto representa 1,5% da população brasileira (200 milhões). Como se dizia antigamente: está chovendo do molhado porque atinge basicamente as mesmas pessoas. E é mais ou menos a mesma coisa que acontece com os outros grandes veículos impressos do Brasil. Todos eles apoiando os partidos de oposição e, portanto, numa sinuca de bico. Pouco podem ajudar esses partidos a conquistarem votos por que a grande maioria da população brasileira nos os lêem. Se mudarem para um jornalismo imparcial, perderão com certeza os públicos cativos e como dificilmente reconquistarão suas credibilidades, não ampliarão suas áreas de ação. Consequentemente não conquistarão votos para os seus partidos. Para piorar as coisas, os porta-vozes desses partidos são de lascar. Os fatos que ele criam (dossiês e CPIs) não funcionam mais. Que fazer para reconquistar o poder sem votos? Cartas para as redações deles... |
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 Você conhece um cidadão chamado Palácio Alvorada (ele tem um primo chamado Governo) ou uma senhora chamada Opinião Pública? Pois fique sabendo que são personagens muito importantes, tanto, que seus comentários são constantes nos noticiários de TV. É comum o Bonner dizer coisas do tipo: “Segundo o Palácio Alvorada não há mais risco de...” ou A “Opinião Pública” não aceita as explicações sobre o suposto dossiê”. Também é bom você saber que essas personagens dizem tudo que a Globo gostaria que alguém de verdade dissesse e se identificasse. Como isso não é possível, eles usam uma tática que chamam de “Testando hipóteses”. Pode ser que acertem, pode ser que errem. Na maioria das vezes erram, como no caso do desastre da TAM. A primeira hipótese foi procurar culpar o Lula. Não deu, tentaram então acusar um assessor do Lula, também não deu. Na quarta ou quinta tentativa chegaram perto quando descobriram que avião não tem freio igual automóvel usa os reversores (as ranhuras na pista, foram pro espaço). Para você se informar bem não confie na chamada grande mídia. Ela está unida contra o que chamam de populismo (queriam que fosse impopulismo?) em favor dos elitistas (que não são loucos de chamar assim). Parada dura a deles. Estão arriscando toda a credibilidade que já tiveram por uma causa que não agrada a maioria. Basta ver as pesquisas... Mal eu tinha escrito esta matéria e a GloboNews noticiava que um avião havia caido no centro de São Paulo (era o incêncio de uma loja). Um deputado do PSDB abraçou o mico, foi para a tribuna, e caiu de pau no governo. |
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 Alguns segundos após o seu nascimento, caro leitor, você levou um tapinha na bunda e já pôs a boca no trombone. Como você vê, reclamar, ser contra e chorar são coisas muito fáceis de fazer. Sou terrivelmente contra uma série de coisas. Por exemplo: sou contra chover nos sábados, domingos e feriados. Não suporto ver as caretas que fazem os “cantores” de rock tentando cantar. E o “ar intelectual” de quem fala fanho em inglês e mascando chiclete!!! É de lascar! Pior ainda é ouvir a Fátima imitando isso. Mas não perco o sono com essas minhas implicâncias, principalmente porque também sou contra só reclamar, criticar, cair de pau, sem ter uma proposta, uma solução para oferecer. Tudo me faz acreditar que a oposição ao governo do Brasil nasceu a poucos segundos atrás... Daí, você pode dizer: É, mas você está criticando a oposição. Estou mesmo, mas tenho dois conselhos a dar também. Primeiro, apresentem mais idéias, projetos e propostas e menos dossiês. Segundo, nenhuma oposição do mundo ganharia votos com o Virgílio, o Agripino e FHC, como porta vozes. |
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 Ser ignorante não significa ser burro, significa desconhecer algum assunto ou dezenas, ou centenas, como é meu caso. Sou um grande ignorante em geografia quântica, por exemplo, mas nem por isso posso ser etiquetado como um burro. Não dou palpites, nem faço críticas, nem assumo responsabilidades sobre assuntos que não domino. Mas que há uma grande tentação, há! Conheço centenas de empresários que são excelentes nas suas atividades básicas e no conhecimento dos seus ramos, mas que são verdadeiras antas em comunicação. Todas as suas vantagens competitivas acabam se nivelando com a mediocridade de comunicação que impõem. Eles não podem ser considerados burros, mas a soberba não permite que admitam suas fragilidades numa área tão gostosa como é a de comunicação. É uma teimosia que custa caro. Muito caro. Muitas vezes jogam no lixo a imagem conceito da empresa, uma das partes mais valiosas do seu patrimônio. |
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