|
|
|
|
|
Direito de resposta não é censura.  
Antes de ir para o aeroporto pegar um vôo da Gol, sobrou um tempinho para dar uma rápida atualizada no Balaio e escrever sobre um tema que está nas colunas e nos blogs políticos desta terça-feira. Trata-se da decisão do Tribunal Superior Eleitoral de dar à campanha da candidata Dilma Rousseff direito de resposta na revista Veja, que encampou as acusações do deputado Índio da Costa, vice de José Serra, sobre as ligações do PT com as Farc e o narcotráfico. Sob o título “Compulsão pela censura”, o colega Fernando Rodrigues, por quem tenho o maior respeito, critica a decisão do TSE em sua coluna na página A2 da Folha. Permito-me discordar dele e de outros colunistas e blogueiros que consideram o direito de resposta um ato de censura. Não penso assim. Da mesma forma que defendo a liberdade de imprensa e de expressão, entendo que o direito de resposta é o outro lado da medalha. Se nós, jornalistas, podemos hoje livremente tratar de qualquer assunto, um direito assegurado pela Constituição, também o cidadão, o partido, a entidade ou a empresa que se considerar prejudicado ou ofendido com a matéria deveria ter assegurado o direito de se defender, contestar as informações e manifestar a sua opinião. Censura é quando algum poder do Estado proíbe previamente um veículo de publicar uma notícia, como acontece faz mais de um ano com o Estadão, impedido pelo Judiciário de escrever a respeito de acusações feitas ao empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado. Isto é um absurdo, uma arbitrariedade, algo que faz lembrar os tempos da ditadura militar. Outra coisa bem diferente é qualquer pessoa reivindicar o direito de resposta, após a publicação de determinada matéria, uma instituição democrática que nem todos os veículos respeitam. “Manda uma carta”, já ouvi de muitos editores, mas nem todos a publicam dentro de um prazo razoável capaz de evitar danos. Fernando Rodrigues lembra, com razão, que as eleições no Brasil ainda têm como base o Código Eleitoral produzido em 1965 pela ditadura militar e daí conclui que “há um fio condutor nas regras em vigor: a compulsão pela censura, pela limitação da livre expressão”. Muito se tem falado e escrito ultimamente sobre os perigos que rondam as nossas liberdades, em especial com a volta da velha discussão sobre o ”controle social da mídia”, um jargão que não quer dizer nada e é inexeqüível num regime democrático. Na prática, porém, nada sustenta estes temores, com a honrosa exceção do caso do Estadão. Na sua coluna, Rodrigues conclui que “com uma lei dessas, não é à toa que o TSE julgue necessário dar direito de resposta a políticos que se sentem injuriados quando citados numa reportagem da revista”. Por que não seria necessário? Não só políticos, mas qualquer eleitor que se sentir injuriado com o que se publica a seu respeito deveria ter este direito, para mim tão sagrado quanto a liberdade que a imprensa conquistou. Nós não somos donos da verdade. Deveríamos todos ser iguais perante a lei, com iguais direitos. Como se dizia antigamente, quem fala o que quer precisa aprender a ouvir o que não quer. Autor: Ricardo Kotscho http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/ |
|
|
|
|
|
Serra e Dilma estão proibidos de morrer!   Concordo quando dizem que para a Dilma é bem mais fácil expor seu plano de governo. É, como ela mesma diz, de continuidade, de aprimoramento, priorizando o lado social. O Serra, apesar de seus 40 anos de política, de eleições, de ministérios, governo estadual e municipal, chega na reta final sem discurso. No início partiu pra cima da Dilma tentando colocar nela a etiqueta de amadora em eleições. O brasileiro, cansado dos discursos de políticos almofadinhas, recebeu como mais uma virtude da Dilma. O tempo foi passando, foi passando, e o Serra não se definia sobre seu vice. Deu no que deu... Fez uma das piores opções possíveis. Mas, cá entre nós, ele não tinha nenhuma escolha muito melhor dentro dos seus partidos aliados. Fico imaginando ele de pijama, escovando os dentes e pensando, pensando, o que fazer para mudar o rumo da sua eleição. Acho que só lhe resta uma armação semelhante a que a Globo e o Collor fizeram pro Lula em 1989. Não há cirurgião plástico que o torne mais simpático, mais viçoso, mais alegre, mais dinâmico, mais saudável e menos cansado. Já pensou na hipótese do Serra vencer e morrer? Sabe quem seria o novo presidente da república? Mas essa hipótese também serve para a Dilma. Já pensou? Portanto, ambos estão proibidos de morrer! |
|
|
|
|
|
Novo código mundial de guerra.   Enfim uma idéia que vai transformar guerras em coisa muito boa para humanidade! São sempre “respeitáveis” senhores que provocam guerras e depois mandam jovens para as frentes de batalha. Coisa de canalhas e covardes, não? Propomos que os primeiros convocados sejam sempre esses senhores, pessoas que já viveram bastante e que perderão pouco se morrerem. E o mundo ganhará muito. As guerras sempre são provocadas por esses senhores com mais de 40, 50 anos. Então eles que deixem de ser valentes “com o chapéu alheio” e mostrem que são patriotas indo pessoalmente para os campos de batalha. A primeira convocação deverá ser exclusivamente para eles e os políticos. Desconfio muito que logo, logo os falcões se tornariam lindas pombinhas da paz. Em seguida seriam convocados todos os conservadores (fabricantes de armas, jornalistas, juízes, advogados, empresários, burocratas etc. etc. etc.). Tudo isso pode ser uma brincadeira idiota. Mas é uma idiotice bem menor do que a estupidez da guerra. Se tiver alguma idéia, manda pra cá!
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
|
|
|
|
|
|
De Palmas/PR até Paris. Vou falar um pouco sobre Palmas, a cidade mais fria do Paraná para ilustrar o que realmente quero contar.  Vivi em Palmas entre 1948 e 1950, dos 10 aos 12 anos. Ainda hoje sonho com aquela cidade e sempre que me olho no espelho me pergunto: onde foi parar aquele guri de Palmas? Meu pai, militar, servia no esquadrão da cavalaria da cidade e seu cavalo chamava-se Combate. Morávamos numa chácara, na “argentina” onde minha irmã nasceu. Era alugada e pertencia a um senhor que, se não me engano, chamava-se Bannack (ou Barnack?) e morava no Lagoão. Tinha um grande potreiro e um parreiral que, para mim, era do tamanho de uma quadra. Fui visinho do senhor Antoninho Luchesi, que também tinha um pequeno parreiral. Estudei no Colégio Bom Jesus, do frei Rudgero, fui amigo do Celso Vasconcelos, do Getulio, vi o Jeca Tesseroli derrubar um cavalo com um soco, nadei no rio Caldeira, pesquei no rio Chopim... Por onde andará aquele guri de Palmas?  Saudades de pisar na geada, daquela igreja toda de madeira. Todos os telhados eram de madeira! Brincando com as crianças no Toldo dos Índios. Ou na cachoeirinha que havia dentro do terreno do quartel. Aquele guri que, apesar do imenso parreiral de onde morava, ia roubar uva do seu Antoninho Luchesi. Por que? Porque as uvas do visinho são sempre melhores. Pensei sobre tudo isso do alto da torre Eiffel em Paris, vendo aquela imensidão de prédios tristes e me confessei: preferia, mil vezes, estar naquela minha Palmas. Sua opinião:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
|
|
|
|
|
|
Novos-ricos com soberba, futuros novos e raivosos pobres.  Lembro-me de quando os Estados Unidos nos parecia ser um pais alegre, jovial, amigo, feliz, moderno, inteligente... Parecia. Com tantas virtudes aparentes, tornou-se um império muito rico e poderoso. E o poder corrompe, emburrece e atrofia. Apontando um revolver ou uma bomba atômica consegue-se impor ordens, jamais conquistar amigos. Perdeu o senso de limites como seu parceiro Israel e passou a usar mais a força do que a inteligência. O “mocinho” virou bandido e agora está assustado: Casa Branca implora à Wikileaks que não vaze mais documentos de guerra. A Casa Branca só pode implorar à pessoa que tem os documentos que não os coloque mais na internet. Desde a publicação dos documentos, em sua maior parte relatórios de campo dos soldados americanos, o Governo americano reiterou que as consequências do vazamento podem ser muito perigosas (para os Estados Unidos), já que se revelam nomes de fontes, identidades de soldados e métodos operacionais aos que os talibãs podem ter acesso com facilidade. Nenhuma palavra sobre, afinal de contas, o que os Estados Unidos estão fazendo lá no Afeganistão? É que embaixo daquelas montanhas existem minas fantásticas de minérios valiosos. Só isso. Sua opinião:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
|
|
|
|
|
|
Como é fácil acusar os outros... Eu adoro os Estados Unidos e Israel. Adoro tudo que eles fazem pelo mundo. Coca-cola, chiclete, rock, Mac Donald, Nike e tantas outras utilidades que sem elas não poderíamos viver. Principalmente tudo que eles proporcionam aos iraquianos, vietnamitas, afegãos, palestinos, cubanos, libaneses, negros, índios, mexicanos etc. etc. etc. Sempre, antes de dormir e para dormir melhor, eu faço votos profundos que Deus seja justo e retorne tudo a eles. Em dobro. O respeito que eles têm pela qualidade de vida e de morte de milhões e milhões de seres humanos, não tem preço, mas receber o dobro do mesmo tratamento já seria razoável. Não? Agora, com o vazamento de mais de 90 mil documentos e relatórios secretos sobre a guerra no Afeganistão que foram colocados na Internet pelo site 'Wikileaks', numa das maiores fugas de informações militares, vamos ter uma idéia mais real da verdadeira face dessa história, sem qualquer tipo de censura. Peço sinceramente que Deus não exagere. Apenas seja justo. Saiu no New York Times um conjunto de documentos que pode acabar com a guerra do Afeganistão.Uma espécie de Pentagon Papers dos novos tempos. Os documentos do New York Times mostram a ligação entre o serviço de inteligência do Paquistão – grande amigo dos Estados Unidos – com o Talibã, no Afeganistão – grande inimigo dos Estados Unidos. Os Estados Unidos derramam um monte de dinheiro no Paquistão e o Paquistão detona os Estados Unidos no Afeganistão. Assim como os Pentagon Papers ajudaram a minar a legitimidade da guerra do Vietnã, o Wikileaks pode desmoralizar a guerra do Afeganistão. O Wikileaks é um site colaborativo, postado na internet que recebe e filtra documentos confidenciais. E foi de lá que o New York Times extraiu os documentos. De um site cooperativo! (http://www.conversaafiada.com.br/) Sua opinião:
Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail
|
|
|
|
|
|
As 4 ditaduras atuais do Brasil. Trecho da carta enviada aos diretores d’O Estado de São Paulo: Cremos descabido que um jornal como "O Estado de S.Paulo" se refira ao presidente Hugo Chávez, eleito e reeleito pelo voto livre da maioria dos venezuelanos, com o uso de termos e expressões como "lúgubre circo de Chávez", "autocrata", "protoditador", "circo chavista", "caudilho", "lúgubre picadeiro", "costumeira ferocidade", "rugiu", "toque verdadeiramente circense da ofensiva chavista – no gênero grand guignol". Descobrimos porque as 4 grandes empresas de comunicação sediadas no Brasil odeiam tanto o Hugo Cháves e Lula. Ambos foram eleitos e reeleitos, coisa que os presidentes e diretores desses veículos não foram. Não foram e nunca serão. São apenas herdeiros de uma ditadura familiar, de um aristocracia parasita e improdutiva, rodeados de lacaios. Os termos que usam para o Cháves, serviriam perfeitamente bem para eles próprios. São o que são por pura sorte na loteria do nascimento. Mais nada. Mesmo assim, acusam o sucesso do governo atual como conseqüência da sorte do Lula. Eles deveriam ter nascido em Garanhuns... Se houvessem eleições em suas empresas, eles não seriam eleitos e elas seriam mais competentes, éticas, responsáveis, profissionais, comprometidas com o Brasil e com todos os brasileiros. |
|
| | << Início < Anterior | 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | Seguinte > Final >>
|
|
| |
|