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Globo x Família A sociedade consumista transformou o relacionamento familiar numa seqüência de promoções comerciais: Natal, Páscoa, Dia das Mães, dos Pais, da Criança, aniversários, casamentos etc. Festas promovidas para gerar compra de presentes. Os bons papos foram substituídos pela televisão, pela internet ou por nada. Cada membro recolhe-se ao seu mundo de preferências e perde a sintonia com a sua verdadeira tribo. A convivência transformou-se num faz de conta e os presentes passaram a ser uma espécie de desculpa, de compensação, pelas desatenções.  A união que poderia ser um ponto de apoio perdeu seus valores e transformou-se num arquipélago de sozinhos. Sozinhos e mais críticos dos seus parentes e amigos. Que tal dar oportunidades ao reencontro? Claro que os membros de sua família não são como você queria que fossem, mas quem no mundo é? E você é o que os outros querem que você seja? O contraditório civilizado é quase um sinônimo de sabedoria. A unanimidade, como disse Nelson Rodrigues, é burra. Um dia sem a Globo, uma idéia que está circulando na internet, poderia ser, também, O Dia da Família! Um dia sem a Globo destinado para bater papo, jogar conversa dentro, contar causos e piadas, matar saudades, tocar violão, cantar, apagar mal entendidos, se aconselhar, ouvir, rir, chorar, ser feliz e dormir sabendo que não está sozinho. Vamos assoprar essa brasa!
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