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O controle facial.  No teatrinho da vida, o controle facial é uma ferramenta fundamental. É preciso saber fazer expressões que demonstrem, realcem, ou disfarcem as intenções, as paranóias, o caráter dos atores. Pode-se usar aquela velha frase: são personagens a procura de um enredo. No Brasil e no mundo.
Daniel Dantas, por exemplo, faz o papel de uma vítima angelical. Com isso ele consegue esconder quem realmente é e diminuir bastante o ódio dos milhões de brasileiros lesados. Com esse dinheiro comprou os serviços da grande mídia e de muitos, muitos políticos.
O Lula faz o papel simplório, ingênuo, boa gente. Entre ele, o Serra, o Aécio, a Dilma, o Ciro e o FHC, a maioria da população preferiria o Lula pra bater um papo amigo e contar causos. Ele sabe fazer isso com naturalidade até diante de grandes líderes mundiais. Mas não se iludam... Fazer poses e gestos graciosos, aristocráticos, com palavrórios sofisticados que não dizem nada, é um papel que no teatro da vida não consegue sucesso de público nem de voto. Conquistar e manter simpatias são conseqüências de talento, habilidade, inteligência e criatividade. Até atores profissionais sofrem na vida real quando interpretam vilões nas novelas. Mas, não sei por que, tem quem gosta ou precisa representar e ser julgado como um arrogante, sem escrúpulos, uma ameaça. Normalmente atrás dessa armadura se esconde um filho mimado demais, inseguro e apavorado. Merece mais pena do que medo. Mas é bom não se descuidar. Tem muita gente, geradoras de opinião, representantes do povo, responsáveis pela justiça do país, que se encantam com os esses blefes e tornam-se seus vassalos. Comentar
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